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Olá, leitores.

Acredito que muitos já ouviram falar sobre o Fyre Festival, principalmente após a Netflix anunciar recentemente um documentário a respeito desse evento. Basicamente, o Frye Festival deveria ter sido um festival musical de luxo, criado para promover o app que leva o mesmo nome e cujo objetivo era agendar famosos para seus eventos.

As entradas foram vendidas em dezembro, para o evento que aconteceria em dois finais de semana: 28-30 de Abril e 5-7 de Maio de 2017. Os participantes pagaram entre 1 mil e 12 mil dólares. Há quem tenha investido 50 mil dólares por pacotes all inclusive. Tudo isso, nas Bahamas.

A ideia em si era ótima, até deixar de ser.

Venderam mais ingressos do que o possível para acomodar gente inscrita. Depois disso, muita coisa deu errado na execução do evento e ao invés de cancelarem tudo nesse momento, o CEO da empresa, Billy McFarland e seu parceiro de negócios Ja Rule decidiram ir até o fim, mesmo depois de apelarem para formas ilícitas de conseguir dinheiro.

Influencers e top models tiveram um papel de grande importância neste cenário, tornando maior a cobertura da mídia e fazendo com que pessoas comuns acreditassem que seria possível estar entre gente importante, jatinhos, iates, boa música e comida gourmet, além de acomodações de luxo. Tudo foi por água abaixo quando os prazos acabaram, coisas não funcionavam, não existiam e bandas famosas cancelaram sua participação.

O que podemos aprender com esse fracasso colossal?

Nós, como profissionais de Marketing/Publicidade e afins desempenhamos um papel importantíssimo na sociedade. O que divulgamos é como se fosse de total responsabilidade nossa. Os influencers e celebridades não sabiam o que havia por detrás e não tinham como prever a catástrofe, mas e em outros casos onde há parcerias de produtos que sequer foram testados por quem divulga? Ou quando a procedência da empresa não é checada?

Na perspectiva das empresas, vemos que qualquer tentativa de enganar os consumidores pode resultar no fim do um legado de uma marca.  Consumidores podem voltar a comprar produtos de marca que explodiu, de marca que fez comentário de cunho racista, de marca que foi envolvida em escândalos do governo, de marca cujo funcionário atacou brutalmente um animal, mas jamais de uma marca cujo produto não existe.

Pense nisso.

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